Quando eu lembrei que tinha asas!
Oi, minhas Deusas, andei meio sumida do nosso bate-papo mensal, mas estou de volta!
Andei aqui revisando as trajetórias percorridas até aqui e acabei ficando mais reflexiva, mais silenciosa… sem parar para escrever no blog.
Em janeiro, eu disse que 2026 seria o ano em que teríamos que sustentar tudo o que criamos em 2025. E não sei para você, mas para mim tem sido exatamente assim até aqui.
O ano já começou com muitos loops, e a gente vai buscando acompanhar e se ajustar diante de tantos acontecimentos.
Hoje quero compartilhar com vocês algo mais íntimo.
De uns anos para cá, venho notando que meu calcanhar de Aquiles estava sendo os meus projetos criativos. Andava sentindo uma trava, um bloqueio em comunicar. Mesmo escrevendo aqui, criando conteúdos para as redes e tudo mais, algo interno parecia estar bloqueado. E eu, sinceramente, por mais que quisesse, não estava conseguindo acessar essas informações submersas em mim mesma.
Bom, como podem imaginar, eu fiquei observando. Porque vocês sabem, eu não sei nadar em águas rasas, né?
Então fui investigar de onde estava vindo toda essa "enxurrada de travas".
Com o tempo, as coisas ficaram mais claras e eu segui nadando nesse mar de informações inconscientes. E me deparei com o meu medo de ser julgada, falta de segurança e algumas pitadas de baixa autoestima também.
Notava que eu até criava coisas, mas sempre de forma muito programada e com um imenso medo de desagradar.
Logo via aquela Rafaelinha que tinha pavor de errar quando era criança, porque pisar fora da faixa era sinônimo de punição.
E adivinhem? Estava eu aqui, adulta, me punindo inconscientemente.
O que quero dizer com isso é que muitas vezes os nossos bloqueios internos podem estar ligados à primeira infância. Lá no momento em que alguém te chamou de burra enquanto você fazia uma atividade da escola. E claro… isso aconteceu comigo.
Até a cena me veio claramente na cabeça. A sensação do rosto queimando, de vergonha… eu pude sentir novamente. Aliás, me dei conta de quantas vezes eu estava na escola, sabia a resposta da pergunta que a professora fazia, respondia baixinho na minha mesa… alguém respondia em voz alta e aí eu tinha certeza de que estava certa.
Mas eu não falava. Por medo de ser chacota. Embora pareça algo pequeno e insignificante, acredite, isso estava sendo um dos bloqueios criativos na minha vida até hoje.
Eu sempre fui uma criança autêntica, cheia de vida e curiosa.
Cresci acreditando que poderia voar. Juro que achava que sim rsrs...

Ficava subindo em lugares altos, saía correndo e batendo os braços, achando que tiraria os pés do chão.
Meu avô via tudo aquilo e dizia: “Minha neta, humanos não podem voar.” E eu, incansavelmente, repetia todos os dias aquela "espécie de treino", várias vezes. Ele ria e achava curiosa a minha atitude.
E a pergunta que te faço, meu bem, é: Será mesmo que não podemos voar?
Voar não no sentido literal da palavra, mas voar nas ideias, nos desejos. Voar no sentido de aproveitar a nossa capacidade criativa e autêntica para nutrir quem somos de verdade.
Voar para longe das amarras que muitas vezes nos impedem de expressar a nossa verdade.
Tem coisas que acontecem na infância que marcam a vida adulta de um jeito muito profundo.
Que a gente possa lembrar da criança que ainda existe dentro de cada uma de nós e acolhê-la.

O que anda te impedindo de voar?
Eu lembrei que tenho asas.
E a minha consciência pode voar para onde eu quiser. Desejo o mesmo a você, Deusa.
Voltamos à programação normal.
Até a próxima.
Ahhh… não esquece de levantar voo, hein!
Beijos no coração.
Rafa.
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Essa reflexão sua, me arrancou lágrimas, inconscientemente pude me teletransportar pro mesmo lugar que você. Em muitas áreas da minha vida sigo tentando curar aquela menina machucada por apontamentos, entre outras coisas, mas tenho a mesma sensação como se estivéssemos sem expectativas em nós mesmas e que só precisamos olhar pra frente e levantar os braços e “ voar” ….
Nossa evolução depende dessa cura interior!
Obrigado por contribuir com a minha evolução, cada parágrafo deste texto me levou lá atrás por alguns minutos pra dizer pra minha eu do passado
“ Eii, eu estou aqui, vc consegue” queria que ela visse o quanto avançamos!
Te amo Rafa, e saber que vc transformou sua dor em cura para vc e…