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E se eu não quiser ser mãe?


mulher na banheira lendo

Desde cedo, somos educadas a acreditar que existe um único caminho: crescer, casar e ter filhos. Ganhar bonecas, brincar de casinha, ouvir que “quando crescer vai ser mãe”... tudo isso vai plantando uma ideia de que gerar uma vida é o destino natural de toda mulher.

E mesmo quando construímos uma vida cheia de sentido, com trabalho, viagens, conquistas, liberdade, ao nos aproximarmos dos 30 anos, surge uma cobrança velada e às vezes escancarada:  “Mas e os filhos?”

Como se a mulher só estivesse completa com um bebê no colo, se o relógio biológico tivesse mais peso que os nossos desejos mais autênticos ou se fosse obrigação, e não escolha.



amigas  bebendo vinho e fazendo skin care

A maternidade como destino obrigatório

Muita gente ainda acredita que o feminino se resume à maternidade. E quando uma mulher diz “eu não quero ser mãe”, parece que algo falha na cabeça dos outros.

“Como assim?” "Você vai se arrepender.” “Ainda é jovem, uma hora vai mudar de ideia.”

Essas frases vêm disfarçadas de cuidado, mas carregam um julgamento silencioso. Elas invalidam trajetórias, sentimentos e caminhos que fogem do esperado.

E sabe o que mais incomoda? Ninguém para pra escutar ou perguntar de verdade: “O que você quer?”



É preciso coragem pra dizer não

Optar por não ser mãe ainda é visto como uma afronta ao modelo tradicional. Mas é, na verdade, um ato de autonomia. É dizer: eu sou a autora da minha história.

Existem muitas formas de criar, nutrir e transformar o mundo. A mulher que escolhe não ter filhos não é menos generosa, amorosa ou completa. Ela só está canalizando sua energia criativa para outras direções e isso também é sagrado.

Projetos, ideias, viagens, arte, curas, movimentos... tudo isso pode ser expressão do feminino em sua potência. Gerar não é sinônimo apenas de dar à luz. É também dar vida a si mesma.

mulher tomando café


Corpo não é propriedade pública

Por séculos, o corpo feminino foi tratado como extensão do desejo alheio, da família, da sociedade e até da religião. Ser mulher era sinônimo de cuidar, doar, servir. Mas hoje temos a chance de romper com essa herança. De escolher com consciência, sem culpa, sem pressa e sem roteiro.

Você não precisa se encaixar em um molde antigo para ser reconhecida como mulher. Você já é inteira.


Chegando aos 34, me pego pensando em quantas vezes fui — e ainda sou — questionada sobre filhos. Como se toda a minha existência estivesse ligada a isso. Como se o resto da minha vida fosse um pano de fundo esperando pelo “papel principal” da maternidade.

Mas a verdade é que me sinto plena com as escolhas que fiz. A vida que construí tem sentido, cor, movimento e liberdade. E se um dia eu mudar de ideia, tudo bem também. Porque o ponto aqui não é o “sim” ou o “não”, mas a liberdade de poder escolher — e de ser respeitada por isso.

Não precisamos viver tentando encaixar nossa vida nas expectativas dos outros. A maternidade pode ser uma escolha linda, quando é escolha, e não obrigação.

Se você carrega esse tipo de cobrança, saiba: não há nada de errado com você. Você não está “faltando” em nada. Sua vida não precisa de um filho para ser completa.

A gente já é inteira. Com ou sem filhos. E ser fiel a si mesma já é, por si só, um ato de amor.


E se um dia mudar de ideia?

Tudo bem também. O mais importante é que qualquer escolha venha de um lugar de escuta interna, e não de medo, pressão ou expectativa externa.

A sua vida não precisa seguir a mesma trilha que tantas outras. Ela pode ser única, autêntica, e ainda assim abundante em significado.


Se você não quer ser mãe, você não precisa justificar.

Seu valor não está em cumprir um papel, mas em viver sua verdade.


Com amor,

Rafa

 
 
 

1 comentário

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Laura
22 de jul. de 2025
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Ameiii, já me senti muito pressionada para ser mãe. Ainda bem que segui o meu desejo de não ser.

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