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 A espiritualidade feminina foi silenciada e agora estamos despertando

Por muito tempo, fomos ensinadas a desconfiar da nossa própria intuição.

Nos disseram que éramos sensíveis demais. Que nossas emoções eram um problema. Que o silêncio do ciclo era fraqueza. Que nossos rituais eram bobagens. Que o corpo precisava ser controlado, corrigido, calado.

Mas deixa eu te contar uma coisa, deusa: isso tudo era só uma tentativa de silenciar a nossa potência.


mulher vendo a lua

A espiritualidade feminina é um caminho que nasce de dentro. Não precisa de templos, gurus ou dogmas para florescer. Ela acontece quando a gente começa a escutar os ritmos do nosso corpo, quando honra os ciclos, quando sente no coração que existe algo maior e esse algo mora aqui dentro.

A gente passou gerações tentando se encaixar num modelo que não foi feito para a gente: linear, produtivo, sempre para fora. Só que nosso corpo é espiralado. Nossa alma é cíclica. Nosso poder vem da pausa, da escuta, da entrega.

E o mais lindo é que estamos despertando. Cada vez mais mulheres estão voltando a confiar no próprio sentir. Estão criando seus rituais, dançando na lua cheia, chorando sem pedir desculpa, se acolhendo na TPM, se abrindo para a cura através da natureza, da respiração, da prática consciente.

Isso é espiritualidade. É viver com alma. É se permitir ser inteira.

Se você sente que está em processo de despertar, saiba: você não está sozinha. Esse chamado é coletivo. Estamos nos lembrando, umas pelas outras, de que é seguro voltar para casa.

Para dentro. Para o corpo. Para a sabedoria ancestral que corre nas nossas veias.

Voltar a se escutar é o primeiro passo. Respeitar seus ciclos é um ato de amor. Se reconectar com sua essência é liberdade.

A espiritualidade feminina não morreu. Só estava adormecida. E agora, juntas, estamos despertando.


Com carinho,

Rafa Lima

 
 
 

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